"Faltou QI no Q de Qualidade da Globo"

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Há três semanas, Alberto Luchetti causava polêmica ao escrever sobre as dificuldades em oferecer TV paga no Brasil e a atuação do ministro das Comunicações Hélio Costa. Nesta segunda-feira, o jornalista aparece novamente, em artigo enviado ao Adnews, a partir do qual direciona provocações à Rede Globo. Luchetti satiriza o "Q" de Qualidade da emissora carioca, que há semanas mantém um anúncio institucional em que escala os principais nomes de seu elenco para comentar sobre a qualidade peculiar da programação global. Segundo o jornalista, ex-diretor do "Domingão do Faustão", o texto contém escorregadas no português, bem como redundâncias e gerúndios.

Leia na íntegra:

"Duas Caras: faltou QI no Q de Qualidade da Globo

Não são raros os erros de português que a maior emissora de televisão do país comete em sua programação. Ora aparecem em seus telejornais, ora em programa de entretenimento. É muito comum, aliás, um personagem de novela - sem desculpa pelo tipo que faz - sapatear no vernáculo. Na prorrogação desse parágrafo, sequer convém mencionar as "bolas fora" proferidas durante as transmissões esportivas, sobretudo quando comentaristas que ganharam a vida com o pé resolvem sobreviver abrindo a boca.

Agora, fustigada pela concorrência, a Rede Globo de Televisão ultrapassou todos os limites da boa convivência com a língua portuguesa. No comercial institucional, que apregoa o Q de Qualidade da emissora, faltou QI. Como Armando Nogueira está fora de combate e Otto Lara Resende, que escrevia os textos do patriarca Roberto Marinho, está morto, a nossa nobre língua padece no Jardim Botânico.

A Globo apelou para a exaltação do Q de Qualidade como justificativa para a perda constante de audiência para a TV Record. Mas negligenciou na qualidade do texto de seu próprio institucional. No anúncio, protagonizado por atores, jornalistas e afins, veiculado na própria TV Globo, o ator Marco Nanini foi premiado com uma pérola da redundância. Ele usa a expressão "pequeno detalhe" ao falar de figurino, como se detalhe tivesse outra dimensão que não fosse pequena. É o mesmo que grande maioria ou pequena minoria, aliás, muito freqüente na boca de quem fala na TV Globo.

O vídeo e o texto exibidos pela emissora carioca podem ser "criação" de uma agência de publicidade descompromissada com a gramática, o que não acredito. O mais provável é que pelo menos o texto tenha sido gestado por mãos inábeis, no ventre de alguém de pouca prática, numa sala do sexto andar da Rua Lopes Quintas, 303, Jardim Botânico, gabinete da direção da Central Globo de Comunicações.Estilisticamente, a peça publicitária que a Globo prega no telespectador também é sofrível. O ator Tony Ramos é humilhado com o cacófato "só dela", como se o erro fosse só dele. O apresentador Serginho Groisman fica encarregado da metáfora mais piegas do institucional Q de Qualidade: "compromisso nos nossos corações", sacada tão vulgar que não sensibilizaria sequer telespectadores insones em altas horas.

Numa frase, Galvão Bueno chuta dois flácidos gerúndios (defendendo e respeitando) e Luciano Huck s-o-l-e-t-r-a uma rima pobre juntando inovar com trabalhar. Há ainda uma profusão de pronomes, com aplicação de gosto duvidoso, ao longo da maioria das falas, como no caso de Xuxa, que diz: "... além do que se vê, está o que se sente". E, eu, sinto muito.

A Globo com o Q de Qualidade acha que isso é Beleza Pura, mas, acredite, não passa de Duas Caras.
"Por Alberto Luchetti

BOMBA DO CRÉU DEVE EXPLODIR ESTA SEMANA!

domingo, 20 de abril de 2008

"Um bomba atômica com mais de 5 milhões de Magtons deverá explodir ainda esta semana nas finanças de uma Prefeitura do Estado da Paraíba"

"Pra dançar creu tem que ter disposição..."
"Pra dançar creu tem que ter habilidade..."
"Pois essa dança ela não é mole não..."
"Eu venho te falar que são cinco velocidades.. "
...
"Segura dj Eu vou confessar a vocês que eu não consigo a numero cinco..
"DJ, velocidade cinco na dança do creu Crrrrree (...) uuu ! "

A Música é horrível, todos depois entenderão porque do CREúúúúúúúúúú nesta postagem!

A finalidade da parábola é trazer uma lição de cidadania aos leitores. Tentem descobrir essa mensagem. Se não conseguirem, lembrem-se da dança do CREúúúúúúúúúú nesta postagem!

Um bomba atômica com mais de 5 milhões de Magtons deverá explodir ainda esta semana nas finanças de uma Prefeitura do Estado da Paraíba.
Especialista foram avisados desde o início de fevereiro sobre esta possibilidade mas nada puderam fazer até o momento.

Oficialmente, a mais poderosa Bomba detonada foi de 57 Megatons - conhecida como Tsar Bomba - em um teste realizado pela URSS em outubro de 1961. Esta bomba tinha mais de 5 mil vezes o poder explosivo da bomba de Hiroshima, e maior poder explosivo que todas as bombas usadas na II Guerra Mundial somadas (incluindo as 2 bombas nucleares lançadas sobre o Japão). Podemos lembrar que as bombas jogadas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki mataram quase 200 mil pessoas, e dizem que até hoje os povos dessas regiões sofrem com a radiação local.

Megaton é uma unidade de energia usada para medir intensidades muito grandes, normalmente explosões nucleares. O símbolo é Mt ou Mton e 01 Megaton equivale a energia liberada na explosão de um milhão de toneladas de explosivo TNT. Mais precisamente, um megaton é definido como 4,18 x 1015 J (joules).

Será a Bomba CREúúúúúúúúúú!

"As Minas do Rei Salomão Gadelha"

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Tramita na 1ª Vara da Comarca de Sousa, uma Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa contra o prefeito Salomão Gadelha, o vice-prefeito André Gadelha, e a irmã Simone Gadelha, desde o dia 11 de abril de 2008. As acusações, que o vice-prefeito André Gadelha, que assume a titularidade de prefeito, é irmão da senhora Simone Gadelha, proprietária do Posto de Combustíveis “Andrezão”, vencedor de licitação para venda de combustíveis a prefeitura Municipal. A Curadora do Patrimônio Público, a promotora Cassiana Mendes, de posse de documentos, não teve dúvidas, ingressou com a Ação de Improbidade, pedindo devolução ao erário de mais de R$ 4 milhões, perda das funções públicas, e dos direitos políticos. A Ação caiu na 1ª Vara da Comarca de Sousa, cujo titular, é o juiz Dr. José Normando Fernandes, que terá a responsabilidade de julgar o caso.

O processo se baseia em procedimento administrativo que apurou denúncias de que a prefeitura de Sousa estaria comprando combustível e outros produtos a empresa Gadelha Neto e Araújo Ltda, mais conhecida como Posto André Gadelha, de propriedade do Vice-prefeito, André Gadelha, o que fere frontalmente os princípios da constituição que não permite de maneira nenhuma que gestores públicos mantenham negócios com a edilidade através da garantia de vantagens.

O Ministério Público em sua decisão, apontou a existência de “conluio entre os gestores públicos com vistas a garantir vantagens a empresa Gadelha Neto e Araújo Ltda, restando patente que o vice prefeito fechou com a prefeitura contrato para a venda de combustível ao município nos anos de 2006 e 2007”.

A ação se processa contra o prefeito Salomão Gadelha, o vice-prefeito André Gadelha, a irmã do vice-prefeito, Simone de Araújo Gadelha e a empresa Gadelha Neto e Araújo Ltda. A Curadoria pede liminarmente a perda da função pública dos envolvidos, suspensão dos direitos políticos de 5 a 8 anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano, proibição de contratar com o poder público e aplicação de multa civil aos réus no valor correspondente a cem vezes o salário do prefeito e do vice, nos anos de 2006 e 2007, além de devolver aos cofres da prefeitura de Sousa a quantia de Quatro Milhões, Cento e Cinqüenta e Quatro mil e Cem reais.

O Ministério Público ainda solicitou a indisponibilidade dos bens dos envolvidos, encaminhando ofício aos cartórios de imóveis das comarcas da região de Sousa, bem como da região do Brejo, Campina Grande, João Pessoa, Natal e Recife. Foi também encaminhado ofício ao Detran dos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco para evitar venda e transferência de veículos, além de comunicados ao Banco do Brasil, Banco Central e Receita Federal, solicitando informações sobre aplicações financeiras, contas bancárias e declarações de renda desde o ano de 2004.

A justiça também recebeu informações através de testemunhas que o posto de combustível pertencente ao vice-prefeito, André Gadelha, permanece fornecendo para a prefeitura de Sousa. Mediante a informação, a promotora determinou o cancelamento imediato do contrato e solicitou realização de novo processo licitatório, desta feita sem a participação da empresa Gadelha Neto e Araújo Ltda.

Falsificação de assinaturas
Constam também nos autos, os depoimentos dos proprietários dos postos de combustível Tiko e Tika e Terceiro milênio, que não reconheceram suas assinaturas em documentos acostados ao processo, dando conta que as referidas empresas haviam sido informadas sobre a licitação. Através dos depoimentos dos empresários ficou comprovada a falsificação das assinaturas com o objetivo de constar nos papéis a participação da empresas concorrentes do Posto André Gadelha, para dar legitimidade ao processo.

Feira da Prata: por que parou, parou porquê?

O vereador João Dantas (PTN) líder da oposição na Câmara Municipal de Campina Grande, denunciou na manhã de ontem, 16, o abandono das obras de construção e ampliação da Feira da Prata. De acordo com o parlamentar a construção e ampliação do Mercado da Prata, conforme cronograma oficial, deveria ter sido concluída no mês de dezembro de 2007, quando se esgotaria o prazo de 360 dias previstos, segundo consta na placa afixada e posteriormente apagada, como se pode ver na foto. “Após quatro meses do prazo de sua inauguração, as obras estão paradas e o canteiro semi-abandonado, restando três operários, responsáveis pela manutenção de ferramentas e vigilância do local” denunciou João Dantas. O parlamentar informou que a Paralização e o abandono das obras pode ter sido por irregularidades e erros de projetos. A primeira irregularidade pode ser vista na placa da obra. Na do Governo Federal, que financia o projeto aponta um valor de 4.944.112,47 - quatro milhões, novecentos e quarenta e quatro mil, cento e doze reais e quarenta e sete centavos. Pelos números da Secretaria de Serviços Urbanos da Prefeitura de Campina Grande o valor é de 3.986.78,34 - três milhões, novecentos e oitenta e seis mil, setenta e oito reais e quarenta e sete centavos. A diferença de valores chega a quase um milhão de reais. A segunda irregularidade teria sido um erro grosseiro de projeto que impossibilitou a continuidade dos trabalhos que foram paralisados a cerca de quatro meses. As ferragens começam a apresentar sinais de corrosão e peças que deveriam compor parte da estrutura metálica se encontram amontoados pelo terreno que não recebeu, após dezesseis meses, nenhuma construção em alvenaria. O resultado dessa paralisação das obras é o aumento do desespero dos feirantes que se espremem em um espaço físico mínimo e passam a conviver com a ausência de clientes e a falta de higiene do local.