O passageiro da chuva

segunda-feira, 19 de abril de 2010

“Os comícios poderão ocorrer entre os dias 6 de julho e 30 de setembro, das 8 horas às 24 horas. Aparelhos de som são permitidos, desde que sirvam como meio de propagação de jingles e dizeres do candidato”, diz a legislação eleitoral.

Mas o que houve em Campina Grande? Encontro das oposições? Lideranças?

O tal encontro lembrou muito aquele filme “Passageiro da Chuva” onde Cássio e Ricardo mais pareciam Charles Bronson e Marlène Jobert representando Harry Dobbs e Mellie.

Não falo do verdadeiro aguaceiro que tomou a Campina Grande no dia de ontem, mas da possibilidade de crimes eleitorais estarem acontecendo nas barbas da justiça, sem que ninguém tome qualquer providência.

Anunciaram um encontro para 5 mil líderes de oposição no Parque Ivandro Cunha Lima. Existem tantos líderes oposicionistas assim na Paraíba para ocupar um parque de vaquejada? Eita vida de gado, povo marcado, povo feliz!

Vamos outros fatos intrigantes que merecem respostas imediatas:

O servidor da UFPB Ricardo Vieira Coutinho, desde quando pode manter seguranças com veículo locado por uma autarquia ligado a prefeitura de João Pessoa (EMLUR), conforme noticiou o portal WSCOM ?

Porque um capitão da Polícia Militar e um agente da polícia civil faziam segurança para um ex-prefeito? Das duas uma, ou Agra liberou a máquina para servir RC ou o capitão e o agente da polícia civil andam fazendo “bico” como seguranças do Mago, o que representa uma vergonha.

Denúncias apontam para uso de veículos transportando eleitores para Campina Grande. O detalhe do possível crime. Os ônibus fazem parte de uma concessão pública para uso coletivo na cidade de João Pessoa.

Fazer encontro em recintos fechados com líderes até que pode, mas juntar o gado num parque de exposição para dizer que ali estavam a oposição é querer chamar todos que tem mais de três ou quatro neurônios funcionando, de idiotas.

Igual ao “Encontrinho I”, o deste sábado foi uma versão piorada, repleta de denuncias e possíveis crimes eleitorais que nesta segunda devem e virar notícia em toda Paraíba. Foi tão pior que até o momento não divulgaram quantos prefeitos, vereadores e deputados que estavam feito gado e os dois vaqueiros gritando freneticamente: "Valeu Boi!".

Serginho é uma gracinha!

E agora, Sérgio do Sac? Você é um saco vazio. Serginho, vamos pontuar algumas ações recentes de vossa senhoria que se autodenomina o vovô do Valentina.

Porque você votou a favor, na manhã de ontem (15), o veto do prefeito a sua proposta de inserção da União dos Estudantes Secundarista da Paraíba (USEP) no Conselho Municipal de Carteiras Estudantis? Pegou mal para você viu, Serginho!

Logo você que fez o maior carnaval com essa “estorinha” das entidades estudantis? kkkkk kkk kkkkk . Vou passar até o derradeiro dia deste teu único mandato, tão vigilante em sua pálida legislatura, que serei capaz de esquecer até o universo, só para lhe acompanhar. Vou fazer valer meu papel de cidadão.

O que aconteceu heim, Serginho? Amnésia? Ahhhhh !!!! Estou começando a entender como você joga. Joga mal viu, Serginho. Minha memória me lasca.

Fizesses um fuzuê danado com pedido até de CPI das carteiras de estudantes, lembra? Mas, eu vou contar aqui em outra ocasião a verdadeira história das carteiras. Hoje não. Muita calma nesta hora.

Serginho, você votou a favor do veto? Como é que pode? Lembra do que você postou na sua página?

“Sérgio da SAC pode sugerir instalação de CPI na CMJP”

Kkkkkk k kk kkkk k kk k

Sabe por que você queria uma CPI, Serginho?

Vou pedir ajuda a sua Home Page na Internet: “O vereador Sérgio da SAC (PRP) disse, nesta sexta-feira (26), que pode sugerir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), caso a Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) decida pela manutenção do veto do prefeito Ricardo Coutinho (PSB) à proposta de inserção da União dos Estudantes Secundarista da Paraíba (USEP), no Conselho Municipal de Carteiras Estudantis. “

AHHH Serginho, como vou continuar acreditando no que você fala ?

Lembrei.... Caraca!

Ontem à tarde deveria haver uma Sessão Especial !!!! Deixa-me ver o tema....” Audiência pública para discutir atuação do CMCES será dia 15 de abril” . Tá na sua Home Page. Como faço, Serginho ? Devo acreditar em você? Nem teve Sessão.

Quero saber Serginho, porque você mudou de Ideia tão rápido sobre CPI das Carteiras de Estudantes, Sessão Especial e o mais grave disso tudo, como é que pode, logo você, votar a favor do veto do prefeito de uma proposta que fizeste o maior balaio de gato?

Não responda agora. Mantenha a calma.

PS.
Para o vereador que “botou pilha” no juízo de Sérgio da Sac, fique "trankilo", hoje descansarei no Roger, debaixo de um bambuzal a beira do Rio Paraíba. Vou de Taxi!

Na Câmara têm debilóides?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Deu-me a maior vontade de assistir novamente aquela comédia que mostra dois idiotas se metendo em várias confusões para tentar salvar seu estilo de vida. Hoje, os vereadores Sergio da Sac e Eliza Virgínia me fez lembrar os personagens daquela comédia. Logo hoje que fui inspirado para engolir mais uma Sessão inútil da Câmara de João Pessoa.


Prometo me ausentar por algumas sessões. Não pensem em hipótese alguma que o que escrevo é algo agressivo e gratuito. Não consigo me calar diante de tanta imbecilidade juntas em um mesmo ambiente legislativo, que deveria reproduzir a sociedade.

Essa história de querer ridicularizar as obras de artes espalhadas na cidade de João Pessoa fica para quem não tem o que dizer sobre a política cultural adotada pela prefeitura de João Pessoa. Acho salutar o exercício de fazer críticas sobre a política cultural da cidade, coisa que já fiz em alguns episódios, mas não cometeria a canalhice de ocultar e dizer que a FUNJOPE acertou bastante na gestão de Ricardo Coutinho. Será que vão dizer que me vendi?

Digo e escrevo isso, pois aqui é uma coluna de “opinião”, representa minha imbecilidade acumulada nos últimos 40 anos. Tem gente que odeia, tem gente que gosta... adoro isso também, pois creio que o pensamento contrário nos faz crescer de alguma maneira. Trabalhei no antigo Departamento Cultural com Carlos Aranha e sei das dificuldades existentes em qualquer gestão que seja.

Voltando as obras de arte, que pessoalmente acho um dos maiores avanços adotados na gestão de Ricardo Coutinho [digo isso com conhecimento mínimo de causa, pois cursei Artes na UFPB na década de 80]. Chico Cezar merece respeito, assim como os artistas que produziram as obras que estão nas praças e ruas desta cidade. Querer ridicularizar Chico Cezar é atirar contra o próprio pé. Coisa de caolho. Gente sem juízo.

Poupe-me ter que ouvir os vereadores Sergio da Sac e Eliza, com seus discursos equivocados e retrógados, para não chamar de produto resultante de gente sem cultura ou que agem de má fé o tempo todo, jogando para galera. Neste aspecto e nesse tema, além da infelicidade de querer debater um assunto que não cabe a vereador algum de João Pessoa, do Brasil nem do mundo, por tabela, ainda insinuam uma tal censura para as futuras obras de artes. Já imaginou, dar a Câmara o aval de dizer que produto cultural presta ou não?

Ahh Supletivo, supletivo!!!

Desconfio que alguns cursaram por correspondência o tal colegial de antigamente. Esse debate de Cavalo do Cão, Tromba do Demônio ou Tabaco de Iemanjá, das duas uma: Ou é fruto de uma imbecilidade crônica ou má fé mesmo.

Ai meus Deus. Macacos me mordam. Sergio e Eliza, vão catar coquinhos.

Indicação de leitura do dia:
“O Poço da Solidão” que trata de Homossexualidade feminina e que por 35 anos consecutivos foi censurado na América por puro preconceito.


Eu sou negão / Meu coração é a liberdade
Sou do Curuzu ilê / Sou do Curuzu ilê
Igualdade na cor essa é a minha verdade

Ah Ricardo, Ricardo !

terça-feira, 13 de abril de 2010

Em 2002 Ricardo Coutinho pediu audiência pública e queria que Assembleia participasse de uma investigação contra Cássio e Fernando Catão, em denúncias que envolviam até Eduardo Campos (governador de Pernambuco) e Vilma Faria (governadora do Rio Grande do Norte, ambos do PSB.

Pouca gente sabe, e se sabe, faz que não lembra, mas em 2002 Ricardo Coutinho pediu audiência pública para investigar Cássio Cunha Lima e Fernando Catão baseado em um falso escândalo chamado “Conexão Nordeste” denunciado por Alexandre Magero. Além dos Paraibanos, as falsas denuncias envolveram de forma caluniosa a governadora do Rio Grande do Norte, Vilma Faria (PSB), os deputados federais Inocêncio Oliveira e Carlos Wilson e o deputado Armando Monteiro Neto, além do atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos do (PSB).

Baseado nas calúnias de Magero, o ex-prefeito de João Pessoa Ricardo Vieira Coutinho encaminhou requerimento à mesa diretora da Assembleia Legislativa da Paraíba em 2002 quando era deputado pelo PT, solicitando uma audiência pública com os procuradores da República no estado – Antônio Edílio Magalhães Teixeira, Wérton Magalhães Costa e Antônio Carlos Pessoa Lins, afim de investigar o então governador eleito na época, Cássio Cunha Lima, o atual conselheiro do TCE Fernando Catão e vários filiados do PSDB, acusado injustamente pela revista Istoé de participarem de um suposto envolvimento de remessa de dólar para o exterior.

No release distribuído pela assessoria de Ricardo Coutinho, precipitadamente o deputado queria aprofundar as investigações baseado somente em uma materia da IstoÉ. Dizia o texto distribuído por Ricardo: “O milionário esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, conforme o denunciante, foi protagonizado por vários agentes públicos, entre os quais o deputado federal Inocêncio Oliveira (PFL-PE); a governadora eleita do Rio Grande do Norte, Wilma Faria; o ex-secretário Nacional de Políticas Regionais, Fernando Catão (PSDB-PB); e o ex-prefeito de Campina Grande, Cássio Cunha Lima.”

De forma precipitada como sempre, o então deputado Ricardo Coutinho da época disparou ainda: “O Brasil não pode continuar a assistir tantos crimes contra a economia serem cometidos impunemente, enquanto milhões de pessoas estão subalimentadas e outros milhões estão desempregados”.

Mesmo sem ter nenhuma prova e baseado apenas na publicação da Revista, o Ricardo da época ainda disparou setenciou: “Tais denúncias, ricas em detalhes, conforme a revista Istoé, revelam uma rede constituída para lavagem de dinheiro e evasão de divisas através da Anacor Câmbio e Turismo, depois transformada em Norte Câmbio e Turismo, com sede em Recife, capital pernambucana”, destacou Ricardo Coutinho.

Contra Cássio, Catão e o PSDB paraibano, Ricardo Coutinho finalizou o documento assim: “A verdade interessa a todos que não têm o que temer e a Assembleia têm a obrigação de participar desse esforço de apuração de todas as denúncias para que os acusados injustamente não continuem a ter a sua honra atacada e os culpados possam ter o peso da Justiça e paguem com a força da lei”.

Até hoje nada foi comprovado contra a honradez e honestidade de Cássio Cunha Lima e Fernando Catão, acusados injustamente neste caso denunciado durante as eleições de 2002. Ricardo deveria hoje, pedir publicamente desculpas a Cássio Cunha Lima e Fernando Catão.

Leia o realease distribuído na época pelo então deputado Ricardo Coutinho do PT



Assembléia Legislativa da Paraíba
Gabinete do Deputado Ricardo Coutinho – PT
Assessoria de Imprensa – Jorge Rezende – 26/11/2002
Gabinete: 214-4513/4514; Ricardo: 9982-2690; Jorge: 9301-7550

Assembléia deverá convocar procuradores da República para audiência pública
Ricardo quer que o Legislativo participe da apuração das denúncias acerca da lavagem de dinheiro que envolvem personalidades políticas da Paraíba

O deputado estadual Ricardo Coutinho (PT) encaminhou um requerimento à mesa diretora da Assembléia Legislativa da Paraíba solicitando que haja a realização de uma audiência pública com os procuradores da República no estado – Antônio Edílio Magalhães Teixeira, Wérton Magalhães Costa e Antônio Carlos Pessoa Lins – para se pronunciarem sobre as denúncias de Alexandre Magero de Araújo, publicadas na última edição da revista IstoÉ, acerca do rumoroso caso que envolve o governador eleito Cássio Cunha Lima e alguns correligionários do PSDB na remessa ilegal de dólares para o exterior.

O milionário esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, conforme o denunciante, foi protagonizado por vários agentes públicos, entre os quais o deputado federal Inocêncio Oliveira (PFL-PE); a governadora eleita do Rio Grande do Norte, Wilma Faria; o ex-secretário Nacional de Políticas Regionais, Fernando Catão (PSDB-PB); e o ex-prefeito de Campina Grande, Cássio Cunha Lima.

“Essa audiência pública visa, única e exclusivamente, trazer ao necessário conhecimento do Poder Legislativo da Paraíba os termos e detalhes de um assunto de tamanha gravidade que envolve o nosso estado, sem que haja qualquer tentativa de pré-julgamentos ou condenações antecipadas de personalidades acusadas, bem como sem qualquer vínculo com as Eleições 2002”, justifica Ricardo Coutinho, ressaltando: “Tal matéria, a princípio, não estaria tipificada como crime eleitoral”.

Ainda de acordo com o parlamentar petista, o Brasil não pode continuar a assistir tantos crimes contra a economia serem cometidos impunemente, enquanto milhões de pessoas estão subalimentadas e outros milhões estão desempregados.

“Tais denúncias, ricas em detalhes, conforme a revista Istoé, revelam uma rede constituída para lavagem de dinheiro e evasão de divisas através da Anacor Câmbio e Turismo, depois transformada em Norte Câmbio e Turismo, com sede em Recife, capital pernambucana”, destaca Ricardo.

O parlamentar ainda enfatiza: “A verdade interessa a todos que não têm o que temer e a Assembléia tem a obrigação de participar desse esforço de apuração de todas as denúncias para que os acusados injustamente não continuem a ter a sua honra atacada e os culpados possam ter o peso da Justiça e paguem com a força da lei”.