Fabiano Nascimento, explica:
Mestre em filosofia popular, Fabiano Nascimento nasceu em Curral de Cima, Paraíba.
Porque existem pobres no mundo?
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Marcadores:
Fabiano Nascimento
Postado por
Clilson Júnior
às
15:18:00
A arrogância de Cássio
twitter.com/clilsonjr
Contato: (83) 8719-5662 / 9614-3801
Feito menino, feito adolescente, de forma arrogante. Assim age Cássio.
Cheio de ódio, o ex-governador Cássio Cunha Lima se comporta publicamente, de quando em quando, como um moleque, um menino traquino. Tem prazer enorme em humilhar as pessoas, principalmente, quando essa humilhação é feita na frente dos holofotes, dos microfones. Tem alguma coisa que alimenta essa imbecilidade.
Vou dizer uma coisa. Urgentemente, Cássio precisa de um médico, um psiquiatra. O que ele fez com Nilvan Ferreira durante entrevista na tarde de ontem é uma coisa inconcebível. Um cidadão que se comporta desta forma, com tanto ódio, não merece ser mais nada nessa vida. Feito um louco, do nada, ele agrediu de forma vil e covarde, o profissional Nilvan Ferreira.
Além do assédio moral, praticado na frente do dono da emissora, Cassado Cunha Lima praticou outro gesto de tamanha pequenez, mesquinharia, estreiteza, baixeza, que só mesmo nanicos como ele, de forma ridícula, poderia se utilizar publicamente: “Contribuí com sua vinda para João Pessoa, tenho consciência disso, acho que você sabe disso”, registrou.
O mínimo que ele (Cássio) poderia fazer hoje era pedir desculpas publicamente a Nilvan Ferreira, mas não podemos esperar um gesto de grandeza de um mimado que ultimamente briga até com vento, mês passado bateu boca comigo (trocou farpas) via Twitter. Ex-prefeito, ex-governador, ex-deputado... Não condiz com um cidadão que deseja ser senador e vem agindo de forma emocional.
“Nunca lhe fiz um telefonema, pergunte a João [Gregório] se eu já fiz algum pedido pela sua cabeça”, revelou Cássio ao vivo.
Sete anos sem Tarcísio Burity
terça-feira, 25 de maio de 2010
twitter.com/clilsonjr
Contato: (83) 8719-5662 / 9614-3801
No próximo dia 8 de julho, a Paraíba deverá comemorar o aniversário de morte do ex-governador Tarcísio Burity. Com certeza haverá dezenas de justas homenagens, missas, notas. Entre todas as que já li, prefiro do Tião Lucena, escrita no 1º aniversário.
Governador por 2 vezes, em 1982 recebeu a maior votação consagradora para deputado federal: 170 mil votos. Agora feche os olhos e lembre-se: Burity foi o idealizador e responsável pela construção do Mercado de Artesanato da Paraíba, do Centro Turístico, da via litorânea de Intermares, do Hemocentro da Paraíba, do Terminal Rodoviário de João Pessoa, do espaço Cultural e da minha nação, minha cidade, Mangabeira.
Terminou há pouco a missa que marcou o primeiro ano da morte de Tarcisio Burity.
Juro que, quando me dirigi à igreja, tive medo de encontrá-la vazia, pois sempre acontece isso aqui na Paraíba: o morto é chorado por centenas nas primeiras semanas do seu adeus, mas quando o tempo passa apenas a família e alguns amigos mais chegados se atrevem a lembrar dele.
Depois vi que o medo não tinha razão de ser. A igreja do Mosteiro de São Bento ficou pequena para receber tanta gente. Tinha autoridades, tinha gente do povo, tinha pobre e tinha rico. Faltou cadeira para acolher a todos. A mulher do ex-deputado Assis Camelo, que foi ao cabeleireiro antes de ir à missa, assistiu ao culto religioso de pé porque chegou atrasada.
Todos ali sentiam a mesma coisa: saudade. Muita saudade. Ele partiu há um ano e parecia que tinha sido ontem. Ainda via-se nos olhos do povo humilde as lágrimas querendo surgir como denúncia da surpresa pela notícia que ninguém esperava. Ainda via-se o jeito de incredulidade emoldurando faces e emoções.
Havia somente uma diferença na cerimônia de hoje: a absoluta ausência daqueles que choram lágrimas de crocodilo para tirar vantagem da dor dos outros. Esses não estavam lá, não precisavam mais da platéia emocionada para se fazerem solidários de mentirinha. Presentes apenas os amigos, os verdadeiros amigos, sem títulos políticos, sem diplomas de Assembléias, de Senado ou de Governos. Só o diploma da amizade sincera, preenchido com as letras da saudade e emoldurado pelas doces lembranças que fazem morada no coração que ama para nunca mais ir embora.
Abracei dona Glauce, a viúva. Cumprimentei os filhos. Dei abraços de saudades nos amigos do peito Gonzaga Rodrigues, Murilo Bernardo, Martinho Moreira Franco, Manoel Sales Sobrinho, Aramis, Rivaldo Dutra, Chico e Neto Franca, Nau dos Anjos, Marizete Fernandes, Deusimar, Maria, Arimatéia, Amilca, João Pedro, Mazureike Morais, Júlio Aurélio Coutinho, Toncá, Cleanto Gomes, Marcus Odilon, Antonio Carlos Escorel, Severino Ramos e inúmeros outros que citar aqui não dá por absoluta falta de espaço.
Voltei para casa com a certeza de que os bons, aqueles que somente plantaram o bem, jamais serão esquecidos.
Burity, lá no céu onde se encontra, está feliz e fazendo o possível para tirar do nosso peito esta dor que ainda dói por causa da sua falta.
Tião Lucena
Arte cu da jia!
domingo, 9 de maio de 2010
Para quem acha feia ou bonita as obras de artes espalhadas pela cidade de João Pessoa é preciso escutar "Bienal"de Zeca Baleiro.
Bienal
Zeca Baleiro
Composição: Zeca Baleiro / Zé Ramalho
Desmaterializando a obra de arte do fim do milênio
Faço um quadro com moléculas de hidrogênio
Fios de pentelho de um velho armênio
Cuspe de mosca, pão dormido, asa de barata torta
Meu conceito parece, à primeira vista,
Um barrococó figurativo neo-expressionista
Com pitadas de arte nouveau pós-surrealista
calcado da revalorização da natureza morta
Minha mãe certa vez disse-me um dia,
Vendo minha obra exposta na galeria,
"Meu filho, isso é mais estranho que o cu da jia
E muito mais feio que um hipopótamo insone"
Pra entender um trabalho tão moderno
É preciso ler o segundo caderno,
Calcular o produto bruto interno,
Multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone,
Rodopiando na fúria do ciclone,
Reinvento o céu e o inferno
Minha mãe não entendeu o subtexto
Da arte desmaterializada no presente contexto
Reciclando o lixo lá do cesto
Chego a um resultado estético bacana
Com a graça de Deus e Basquiat
Nova York, me espere que eu vou já
Picharei com dendê de vatapá
Uma psicodélica baiana
Misturarei anáguas de viúva
Com tampinhas de pepsi e fanta uva
Um penico com água da última chuva,
Ampolas de injeção de penicilina
Desmaterializando a matéria
Com a arte pulsando na artéria
Boto fogo no gelo da Sibéria
Faço até cair neve em Teresina
Com o clarão do raio da silibrina
Desintegro o poder da bactéria
Com o clarão do raio da silibrina
Desintegro o poder da bactéria
&autoplay=1
Marcadores:
Zeca Baleiro
Postado por
Clilson Júnior
às
17:45:00
