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O Combate à Corrupção - 01

sábado, 2 de agosto de 2008

Sinais de Irregularidades nas Administrações Municipais

Apesar de não determinarem necessariamente a existência de corrupção, a presença de alguns fatos deve estimular uma atenção especial. Entre eles estão:

>> histórico comprometedor da autoridade eleita e de seus auxiliares;
>> falta de transparência nos atos administrativos do governante;
>> ausência de controles administrativos e financeiros;
>> apoio de grupos suspeitos de práticas de crimes e irregularidades;
>> subserviência do Legislativo e dos Conselhos Municipais;
>> baixo nível de capacitação técnica dos colaboradores e ausência de treinamento de funcionários públicos;
>> alheamento da comunidade quanto ao processo orçamentário.


Algumas atitudes tomadas pelas administrações e certos comportamentos das autoridades municipais se autodenunciam como fatos que podem estar relacionados à corrupção. Esses comportamentos são facilmente detectados, não demandando investigações mais profundas. Basta apenas uma observação mais atenta. A simples observação é um meio eficaz de detectar indícios típicos da existência de fraude na administração pública.

Sinais Exteriores de Riqueza

SINAIS EXTERIORES DE RIQUEZA são as evidências mais fáceis de serem percebidas e as que deixam mais claro que algo de errado ocorre na administração pública. São perceptíveis quando o grupo de amigos e parentes das autoridades municipais exibe bens de alto valor, adquiridos de uma hora para a outra, como carros e imóveis, e também na ostentação por meio de gastos pessoais incompatíveis com suas rendas, como viagens, festas, patrocínios, dentre outras coisas.

Alguns passam a ter uma vida social intensa, freqüentando locais de lazer que antes não freqüentavam, como bares e restaurantes, onde realizam grandes despesas.Os corruptos assumem feições diversas. Há o do tipo grosseiro e despudorado, que se compraz em fazer demonstrações ostensivas de poder e riqueza, exibindo publicamente acesso a recursos extravagantes.

Geralmente, não se preocupa em ser discreto, pois necessita alardear o seu sucesso econômico e sua nova condição, mesmo quando os que estão à sua volta possam perceber que o dinheiro exibido não tem procedência legítima. Com esse tipo de corrupto, a apropriação de recursos públicos é associada a um desejo incontrolável de ascender socialmente e de exibir essa ascensão. Como não encontra maneiras de enriquecer honestamente, recorre a atos ilícitos.

Já o fraudador discreto tem formas de agir que tornam mais difícil a descoberta do ilícito. O dinheiro é subtraído discretamente, por meio de esquemas bem articulados com os fornecedores, o que torna a sua descoberta mais difícil. O resultado dos golpes é aplicado longe do domicílio. Em geral, utilizam-se de “laranjas” (pessoas que, voluntária ou involuntariamente, emprestam suas identidades para encobrir os autores das fraudes), adquirem bens móveis ou semoventes: dólar, ouro, papéis do mercado de capitais, gado, commodities etc.
Entretanto, mesmo quando a corrupção é bem planejada, deixa vestígios. Às vezes, os que se sentem traídos na partilha acabam por denunciar o esquema. Além disso, a necessidade de manter os atos ilegais ocultos torna difícil para o próprio corrupto, e até mesmo para os seus familiares usufruírem da riqueza. Quando essa situação não gera um conflito entre os participantes da quadrilha, os compar-sas acabam por ficar com a maior parte dos bens adquiridos. Os corruptos ficam normalmente à mercê daqueles que operam o sistema, o caixa da quadrilha, e os laranjas.

Independente dos tipos de corrupção praticados, os cidadãos que desejarem um governo eficiente e transparente devem ficar atentos aos sinais que o governo emite. Um administrador sério e bem intencionado escolhe como assessores pessoas representativas e que tenham boa reputação e capacidade administrativa. Deve-se desconfiar de grupos fechados que gravitam em torno do poder. A nomeação de parentes de autoridades (prefeito, secretários, vereadores etc.) "pode ser" também indício de corrupção.

Na próxima postagem, valos falar de...

"Resistência das Autoridades a Prestar Contas"

Cachorro Prefeito ou Prefeito Cachorro?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Tress Turner beija Willie Bean Roscoe P. Coltrane, o cachorro candidato à prefeitura de Fairhope
(Foto: John David Mercer/AP)


Um dos candidatos à prefeitura de Fairhope (Alabama, EUA) na próxima eleição é consideravelmente mais peludo que os outros. Ele também tem duas pernas a mais que os concorrentes e um rabo que não pára de balançar. Ele é Willie Bean Roscoe P. Coltrane, um cão labrador de 7 anos de idade.

Willie foi inscrito como candidato por sua dona, Tress Turner, de 43 anos. Ela tem uma cafeteria na cidade e era "politicamente neutra" - até que um dos candidatos colocou uma placa em frente a seu estabelecimento comercial.

Tress não gostou e, depois que os diálogos com o candidato fracassaram, resolveu lançar seu próprio cachorro como concorrente.

Mas Willie Bean talvez não tenha nascido para a política. "Quando um cachorro pequeno late, ele corre", diz a dona.

O comitê eleitoral de Willie Bean funciona na cafeteria de Tress. É lá que os eleitores do cão labrador podem comprar camisetas e placas com a imagem do candidato. "Eu acho que ele vem para somar", diz Vince Kilborn, de 66 anos. "Precisamos de sangue novo", comemora.

Julie Ford, que trabalha como voluntária em um abrigo de animais da cidade, diz que Willie Bean está subestimando suas capacidades. "Ele deveria se lançar como presidente", diz a senhora de 61 anos.

Se essa moda pega !!!!