Na Câmara têm debilóides?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Deu-me a maior vontade de assistir novamente aquela comédia que mostra dois idiotas se metendo em várias confusões para tentar salvar seu estilo de vida. Hoje, os vereadores Sergio da Sac e Eliza Virgínia me fez lembrar os personagens daquela comédia. Logo hoje que fui inspirado para engolir mais uma Sessão inútil da Câmara de João Pessoa.


Prometo me ausentar por algumas sessões. Não pensem em hipótese alguma que o que escrevo é algo agressivo e gratuito. Não consigo me calar diante de tanta imbecilidade juntas em um mesmo ambiente legislativo, que deveria reproduzir a sociedade.

Essa história de querer ridicularizar as obras de artes espalhadas na cidade de João Pessoa fica para quem não tem o que dizer sobre a política cultural adotada pela prefeitura de João Pessoa. Acho salutar o exercício de fazer críticas sobre a política cultural da cidade, coisa que já fiz em alguns episódios, mas não cometeria a canalhice de ocultar e dizer que a FUNJOPE acertou bastante na gestão de Ricardo Coutinho. Será que vão dizer que me vendi?

Digo e escrevo isso, pois aqui é uma coluna de “opinião”, representa minha imbecilidade acumulada nos últimos 40 anos. Tem gente que odeia, tem gente que gosta... adoro isso também, pois creio que o pensamento contrário nos faz crescer de alguma maneira. Trabalhei no antigo Departamento Cultural com Carlos Aranha e sei das dificuldades existentes em qualquer gestão que seja.

Voltando as obras de arte, que pessoalmente acho um dos maiores avanços adotados na gestão de Ricardo Coutinho [digo isso com conhecimento mínimo de causa, pois cursei Artes na UFPB na década de 80]. Chico Cezar merece respeito, assim como os artistas que produziram as obras que estão nas praças e ruas desta cidade. Querer ridicularizar Chico Cezar é atirar contra o próprio pé. Coisa de caolho. Gente sem juízo.

Poupe-me ter que ouvir os vereadores Sergio da Sac e Eliza, com seus discursos equivocados e retrógados, para não chamar de produto resultante de gente sem cultura ou que agem de má fé o tempo todo, jogando para galera. Neste aspecto e nesse tema, além da infelicidade de querer debater um assunto que não cabe a vereador algum de João Pessoa, do Brasil nem do mundo, por tabela, ainda insinuam uma tal censura para as futuras obras de artes. Já imaginou, dar a Câmara o aval de dizer que produto cultural presta ou não?

Ahh Supletivo, supletivo!!!

Desconfio que alguns cursaram por correspondência o tal colegial de antigamente. Esse debate de Cavalo do Cão, Tromba do Demônio ou Tabaco de Iemanjá, das duas uma: Ou é fruto de uma imbecilidade crônica ou má fé mesmo.

Ai meus Deus. Macacos me mordam. Sergio e Eliza, vão catar coquinhos.

Indicação de leitura do dia:
“O Poço da Solidão” que trata de Homossexualidade feminina e que por 35 anos consecutivos foi censurado na América por puro preconceito.


Eu sou negão / Meu coração é a liberdade
Sou do Curuzu ilê / Sou do Curuzu ilê
Igualdade na cor essa é a minha verdade

Ah Ricardo, Ricardo !

terça-feira, 13 de abril de 2010

Em 2002 Ricardo Coutinho pediu audiência pública e queria que Assembleia participasse de uma investigação contra Cássio e Fernando Catão, em denúncias que envolviam até Eduardo Campos (governador de Pernambuco) e Vilma Faria (governadora do Rio Grande do Norte, ambos do PSB.

Pouca gente sabe, e se sabe, faz que não lembra, mas em 2002 Ricardo Coutinho pediu audiência pública para investigar Cássio Cunha Lima e Fernando Catão baseado em um falso escândalo chamado “Conexão Nordeste” denunciado por Alexandre Magero. Além dos Paraibanos, as falsas denuncias envolveram de forma caluniosa a governadora do Rio Grande do Norte, Vilma Faria (PSB), os deputados federais Inocêncio Oliveira e Carlos Wilson e o deputado Armando Monteiro Neto, além do atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos do (PSB).

Baseado nas calúnias de Magero, o ex-prefeito de João Pessoa Ricardo Vieira Coutinho encaminhou requerimento à mesa diretora da Assembleia Legislativa da Paraíba em 2002 quando era deputado pelo PT, solicitando uma audiência pública com os procuradores da República no estado – Antônio Edílio Magalhães Teixeira, Wérton Magalhães Costa e Antônio Carlos Pessoa Lins, afim de investigar o então governador eleito na época, Cássio Cunha Lima, o atual conselheiro do TCE Fernando Catão e vários filiados do PSDB, acusado injustamente pela revista Istoé de participarem de um suposto envolvimento de remessa de dólar para o exterior.

No release distribuído pela assessoria de Ricardo Coutinho, precipitadamente o deputado queria aprofundar as investigações baseado somente em uma materia da IstoÉ. Dizia o texto distribuído por Ricardo: “O milionário esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, conforme o denunciante, foi protagonizado por vários agentes públicos, entre os quais o deputado federal Inocêncio Oliveira (PFL-PE); a governadora eleita do Rio Grande do Norte, Wilma Faria; o ex-secretário Nacional de Políticas Regionais, Fernando Catão (PSDB-PB); e o ex-prefeito de Campina Grande, Cássio Cunha Lima.”

De forma precipitada como sempre, o então deputado Ricardo Coutinho da época disparou ainda: “O Brasil não pode continuar a assistir tantos crimes contra a economia serem cometidos impunemente, enquanto milhões de pessoas estão subalimentadas e outros milhões estão desempregados”.

Mesmo sem ter nenhuma prova e baseado apenas na publicação da Revista, o Ricardo da época ainda disparou setenciou: “Tais denúncias, ricas em detalhes, conforme a revista Istoé, revelam uma rede constituída para lavagem de dinheiro e evasão de divisas através da Anacor Câmbio e Turismo, depois transformada em Norte Câmbio e Turismo, com sede em Recife, capital pernambucana”, destacou Ricardo Coutinho.

Contra Cássio, Catão e o PSDB paraibano, Ricardo Coutinho finalizou o documento assim: “A verdade interessa a todos que não têm o que temer e a Assembleia têm a obrigação de participar desse esforço de apuração de todas as denúncias para que os acusados injustamente não continuem a ter a sua honra atacada e os culpados possam ter o peso da Justiça e paguem com a força da lei”.

Até hoje nada foi comprovado contra a honradez e honestidade de Cássio Cunha Lima e Fernando Catão, acusados injustamente neste caso denunciado durante as eleições de 2002. Ricardo deveria hoje, pedir publicamente desculpas a Cássio Cunha Lima e Fernando Catão.

Leia o realease distribuído na época pelo então deputado Ricardo Coutinho do PT



Assembléia Legislativa da Paraíba
Gabinete do Deputado Ricardo Coutinho – PT
Assessoria de Imprensa – Jorge Rezende – 26/11/2002
Gabinete: 214-4513/4514; Ricardo: 9982-2690; Jorge: 9301-7550

Assembléia deverá convocar procuradores da República para audiência pública
Ricardo quer que o Legislativo participe da apuração das denúncias acerca da lavagem de dinheiro que envolvem personalidades políticas da Paraíba

O deputado estadual Ricardo Coutinho (PT) encaminhou um requerimento à mesa diretora da Assembléia Legislativa da Paraíba solicitando que haja a realização de uma audiência pública com os procuradores da República no estado – Antônio Edílio Magalhães Teixeira, Wérton Magalhães Costa e Antônio Carlos Pessoa Lins – para se pronunciarem sobre as denúncias de Alexandre Magero de Araújo, publicadas na última edição da revista IstoÉ, acerca do rumoroso caso que envolve o governador eleito Cássio Cunha Lima e alguns correligionários do PSDB na remessa ilegal de dólares para o exterior.

O milionário esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, conforme o denunciante, foi protagonizado por vários agentes públicos, entre os quais o deputado federal Inocêncio Oliveira (PFL-PE); a governadora eleita do Rio Grande do Norte, Wilma Faria; o ex-secretário Nacional de Políticas Regionais, Fernando Catão (PSDB-PB); e o ex-prefeito de Campina Grande, Cássio Cunha Lima.

“Essa audiência pública visa, única e exclusivamente, trazer ao necessário conhecimento do Poder Legislativo da Paraíba os termos e detalhes de um assunto de tamanha gravidade que envolve o nosso estado, sem que haja qualquer tentativa de pré-julgamentos ou condenações antecipadas de personalidades acusadas, bem como sem qualquer vínculo com as Eleições 2002”, justifica Ricardo Coutinho, ressaltando: “Tal matéria, a princípio, não estaria tipificada como crime eleitoral”.

Ainda de acordo com o parlamentar petista, o Brasil não pode continuar a assistir tantos crimes contra a economia serem cometidos impunemente, enquanto milhões de pessoas estão subalimentadas e outros milhões estão desempregados.

“Tais denúncias, ricas em detalhes, conforme a revista Istoé, revelam uma rede constituída para lavagem de dinheiro e evasão de divisas através da Anacor Câmbio e Turismo, depois transformada em Norte Câmbio e Turismo, com sede em Recife, capital pernambucana”, destaca Ricardo.

O parlamentar ainda enfatiza: “A verdade interessa a todos que não têm o que temer e a Assembléia tem a obrigação de participar desse esforço de apuração de todas as denúncias para que os acusados injustamente não continuem a ter a sua honra atacada e os culpados possam ter o peso da Justiça e paguem com a força da lei”.


Direto de Brasília

RUY COUTINHO
Pegou mal as declarações gravadas em entrevista coletiva, que deverá ir ao ar em todas as rádios nesta segunda, feitas pelo deputado tucano Antônio Mineral, aquele conhecido pela frase “estombo de geusso”. Mineral disse com todas as letras, na presença de Cícero, que ele e Ruy Carneiro já teriam fechado acordo para votar em Ricardo Coutinho.

LAUREMÍLIA LUCENA
Sentada na mesa ao lado, a ex-governadora Lauremilia Lucena, fez uma intervenção ao deputado Mineral, em tom de advertência: “Você não tem autorização para falar em nome de Ruy Carneiro. Fale por você”, disparou indignada.

CÍCERO LUCENA
Perguntado se votaria em Ricardo Coutinho para governador, Cícero disparou curto e grosso: “Com certeza, jamais votarei nesse senhor”. Aí veio a segunda pergunta feita pelo jornalista Nonato Guedes: “- o senhor então votará em Maranhão para governador?”, Cícero mais rápido ainda finalizou: “Não, vou votar em Cícero”.


ÁGUA NO CHOPP
Fomos convidados (eu, Nilvan, Lenilson e Nonato Guedes) para ir ao apartamento do senador Efraim Morais na quadra 309. Lá chegando por volta das 21h, a temperatura etílica passou de mil. Lá pelas tantas, o jornalista Nonato Guedes pediu um aparte e fez a seguinte declaração olhando para o senador Efraim: “ Escutem todos e marquem a data de hoje. O senhor Efraim deveria desistir da disputa à senatória e procurar Ricardo para ser seu vice. As vagas do senado serão para Campina Grande. Um garantida para Cássio e a outra para Vitalzinho. Salve o seu projeto e também seu filho”. Depois da declaração em tom de advertência, quem tava embriagado ficou bom, deu meia noite e voltamos para o hotel.

HERVÁZIO BEZERRA
O vereador Hervázio Bezerra também foi questionado sobre a possibilidade de votar no Mago. Todos escutaram a seguinte resposta: "Posso votar sim em Ricardo, somente sobre duas hipóteses. A primeira é Jesus me pedir isso e a segunda seria minha mãe ressuscitar e fazer o mesmo pedido." Teve jornalista que ainda aproveitou a deixa de Hervázio amenizou a possibilidade com o seguinte questionamento: " Então basta sua mãe ressuscitar, pois se depender de Deus já estar tudo resolvido, pois o Mago se acha o onipotente, onisciente e onipresente".

SEM FUMAÇA BRANCA
Quem veio cantando no avião vitória e fumaça branca antes de ontem, vai voltar frustrado. Cícero vai pros States e só volta em 30 dias com a decisão.

Poema para Flôres

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Poderia dedicar um longo artigo que fiz cheio de verdades e mágoas a um grande amigo que tive. Contei até 100 mil e escutei Hervázio, Cícero, Marcos Vinicius, Matheus, Janildo, Eduardo Carlos, Maurilio Batista, Dércio, Alberto Loureiro, Lauremília, Marconi Ferreira, Gutemberg Cardoso, Nilvan Ferreira e tanta gente no momento não consigo lembrar aqui. Emoções leva a omissões.

A resposta vai em tom de dos Anjos. deve doer mais, pois o poema acima foi incluído no livro "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século".


Versos Íntimos

Augusto dos Anjos


Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!


Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.


Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.


Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!




* O poema é dedicado a um personagem chamado Flôres, com circunflexo mesmo.