L’État c’est moi

sábado, 28 de fevereiro de 2009

A frase célebre "o estado sou eu” de Luis XIV, para definir Ricardo Coutinho não foi dita pelo Professor Paiva, Anibal Marcolino nem por Nadja Palitot. A definição de RC foi dada por Aristávora Santos [vereador Tavinho], que hoje é líder do prefeito na Câmara de João Pessoa.

Hoje sinceramente não sei se esta frase cabe melhor em Ricardo, Cássio ou em José Maranhão.

José Maranhão age como um bom velhinho que traquina 24 horas uma estratégia para minar seus inimigos. Cássio pecou pelo Campinismo Provinciano, ao querer administrar a Paraíba com todos os amigos do bairro da Prata. Ricardo criou um coletivo que foi interessante até certo momento, mas a relação custo-benefício tem demonstrado que vários problemas foram gerados a partir de elementos de total confiança deste coletivo.

Depois de vencer Cássio no TSE, o que resta a Maranhão é anular Ricardo Coutinho para um embate em 2010, baseado nas “santas escrituras” de Maquiavel.

Dizem que Maranhão passou [após o episódio da escolha do vice de João Pessoa não ter passado pelo PMDB, leia-se Maranhão] esse último ano acordando,olhando para uma foto de Ricardo no espelho e dizendo algo assim feito oração: "Se não podes contra os teus inimigos porque são mais fortes e mais poderosos que tu neste momento, aproxima-te deles, faz aliança a eles, conquista sua confiança. infiltra-te em suas bases e depois o destrua".

Aquela máxima de Maquiavel que é livro de cabeceira de políticos como Ricardo e Cássio, também foi adotado por José Maranhão com cautela e sabedoria. Não que Maranhão tenha lido “O príncipe, de Maquiavel”, mas ele segue essa nítida estratégia para se tornar vítima diante da população.

Claro que não foi Maranhão que inventou este método; entretanto, coube a ele sintetizá-lo diante da experiência histórica do seu tempo. Maquiavel era italiano. Maranhão é Ararunense. Maranhão conseguiu dominar o PMDB, até dividir-se e dar origem ao PSDB Cassista, com sede em Campina Grande.

A vantagem que Ricardo leva hoje, é que Maranhão nunca ganhou uma eleição. Na primeira foi governador por morte de Mariz. Na segunda foi governador pelo domínio do PMDB e tendo como opositor um fraco Gilvan Freire. Em 2002 perdeu a eleição tendo a máquina na mão e seu candidato Roberto Paulino. Em 2006 perdeu novamente e agora assumiu no tapetão. Maranhão adora atalhos. Caminhos curtos e planejamentos.

Acredito quem em 2010 haverá pela primeira vez, o confronto de 3 forças políticas. O grupo político que ficará em desvantagens diante do inconsciente coletivo, será o que toda população julgar que não serve mais, seguindo a idéia que tudo que chega ao apogeu, ao clímax, ao cume, ao máximo, está bem próximo da decadência, da desgraça e do caos.

Esta lei vale para tudo, inclusive para os três grupos políticos da Paraíba.




Maranhão não "desconvidou Guilherme Almeida

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O governador José Maranhão (PMDB) deu uma coletva surpresa na noite desta quinta-feira (26) na Granja Santana, e declarou que não desfez o convite ao deputado Guilherme Almeida (PSB), cotado para assumir a Secretaria de Interiorização do Governo.

Maranhão disse que o convite ainda está aberto e falou em alto e bom som que Guilherme será um ótimo secretário.

ACOMPANHE AQUI ALGUNS TRECHOS DA COLETIVA DESTA NOITE


SOBRE O "DESCONVITE" AO DEPUTADO GUILHERME ALMEIDA


O GOVERNADOR JOSÉ MARANHÃO RESPONDE A ACUSAÇÃO DE FAZER "INGERÊNCIAS" NO PSB - A ACUSAÇÃO FOI FEITA PELO VICE PRESIDENTE DO PSB, EDVALDO ROSAS.




JOSÉ MARANHÃO RESPONDE SOBRE A DEFESA DO NOME DE GUILHERME ALMEIDA FEITA PELO PREFEITO DE CAMPINA GRANDE, VENEZIANO




MARANHÃO COMENTA A AÇÃO CONTRA SUA DIPLOMAÇÃO FEITA PELO PSDB NO TRE



E Agora José?

Ricardo 15, Nadja 3

Na verdade não vou contar nada além do quem foi dito em áudio e bom som.

O ponto de discórdia foi mesmo Nadja Palitot.

Na reunião do PSB, a bichinha de "Nadja" virou "Cobra D’água" no placar de 15 para Ricardo, contra Manoel Junior, Batinga e Neto Franca.

Resta saber se Maranhão vai engolir essa, como engoliu sem água o episódio de Luciano Agra como vice sem o PMDB ser escutado.

A verdade é que a Executiva estadual do PSB tomou a decisão, após 3 horas de reunião onde todos falaram e por maioria foram contra a nomeação do deputado Guilherme Almeida (PSB) para o governo Maranhão III, permitindo a abertura de uma vaga na Assembléia para Nadja Palitot (PSB), inimiga número 1 do prefeito Ricardo Coutinho (PSB).

Vamos escutar o que interessa?

Edvaldo Rosas fala da resolução tomada onde desautoriza Guilherme Almeida assumir a secretaria de Maranhão, e de quebra alfineta Expedito Pereira




Edvaldo Rosas manda um recado para José Maranhão que não aceita imposição do Governador dentro do PSB



Edvaldo Rosas chama de "dura" a resolução tomada pelo PSB: " O fato de Maranhão chamar um deputado do PSB sem consulta, nós não aceitamos isso", disparou Rosas.



O deputado Batinga Paz e Amor, parace que nem participou da reunião. Escute Batinga!



Bom, vamos agora acompanhar os próximos capítulos desta novela que só está começando.

REFLEXÃO MALUCA
Enquanto o PSB gastava todas as energias para não aceitar uma secretaria, o PT do outro lado da cidade mesmo tendo o vice Luciano Cartaxo e Lula como presidente, chorava para conquistar duas secretarias.

Vai entender esse povo!

Galvão, Lena e Sistema Correio

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O Sistema Correio trabalha igualzinho a uma fábrica de idéias que projeta cada passo milimetricamente de olho no poder político da Paraíba, tratando as notícias como paixão e negócio empresarial. Neste imbróglio todo do novo governo Maranhão III, ninguém parou para pensar na ida de Lena Guimarães para secretaria de Comunicação e na volta de Walter Galvão para o Sistema Correio.

A princípio todos devem imaginar que Lena foi uma indicação de Roberto Cavalcanti. Faz sentido? Particularmente não acredito muito nisso não.

Numa visão romântica, Lena era a filhona de Roberto que Maranhão roubou sem acertar as contas com o pai. Quer saber mais? Isso não significa nem de longe uma ruptura entre Zé Maranhão e Roberto Cavalcanti.

O que Bob queria era ser Senador e mandar pras cucuias seus cento e tantos processos. Até aqui todos devem concordar.

O detalhe desta jogada toda foi Roberto Cavalcanti pinçar Walter Galvão do núcleo Girassol para ser editor geral no lugar de Lena Guimarães. Porque Galvão?

Lena Guimarães nunca digeriu em sua editoria o nome de Ricardo Coutinho. Isso sempre foi público e notório. Walter Galvão é homem de total confiança de Ricardo e desafeto público de Maranhão.

Quem não lembra o episódio que revelou a paternidade da filha de Maranhão? Foi Walter Galvão o pai da notícia. Para não ser demitido a pedido de Zé, foi remanejado para editoria geral do programa Tony Show.

Para quem aposta na ruptura entre Correio e Ricardo, pode tirar essa idéia da cabeça.

O recado do Sistema Correio para Maranhão é que dentro daquela casa, não há distâncias que os separem, do poder, seja Estadual ou da Capital. Por isso o nome de Galvão na editoria do Jornal, com o aval de Ricardo Coutinho.

Roberto apostará tudo em 2010, não importando de que lado e qual caminho tenham que percorrer para se manter na imunidade do senado.

E como quem diz popularmente: “Não tirem onda que pro lado que eu pender o estrago poderá ser grande”

Ou seja, ao invés de um, agora o Sistema Correio tem dois reféns: Ricardo e Maranhão.

Na Paraíba de Roberto Cavalcanti, não há poder sem Sistema Correio, nem Sistema Correio sem poder.