Galvão, Lena e Sistema Correio

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O Sistema Correio trabalha igualzinho a uma fábrica de idéias que projeta cada passo milimetricamente de olho no poder político da Paraíba, tratando as notícias como paixão e negócio empresarial. Neste imbróglio todo do novo governo Maranhão III, ninguém parou para pensar na ida de Lena Guimarães para secretaria de Comunicação e na volta de Walter Galvão para o Sistema Correio.

A princípio todos devem imaginar que Lena foi uma indicação de Roberto Cavalcanti. Faz sentido? Particularmente não acredito muito nisso não.

Numa visão romântica, Lena era a filhona de Roberto que Maranhão roubou sem acertar as contas com o pai. Quer saber mais? Isso não significa nem de longe uma ruptura entre Zé Maranhão e Roberto Cavalcanti.

O que Bob queria era ser Senador e mandar pras cucuias seus cento e tantos processos. Até aqui todos devem concordar.

O detalhe desta jogada toda foi Roberto Cavalcanti pinçar Walter Galvão do núcleo Girassol para ser editor geral no lugar de Lena Guimarães. Porque Galvão?

Lena Guimarães nunca digeriu em sua editoria o nome de Ricardo Coutinho. Isso sempre foi público e notório. Walter Galvão é homem de total confiança de Ricardo e desafeto público de Maranhão.

Quem não lembra o episódio que revelou a paternidade da filha de Maranhão? Foi Walter Galvão o pai da notícia. Para não ser demitido a pedido de Zé, foi remanejado para editoria geral do programa Tony Show.

Para quem aposta na ruptura entre Correio e Ricardo, pode tirar essa idéia da cabeça.

O recado do Sistema Correio para Maranhão é que dentro daquela casa, não há distâncias que os separem, do poder, seja Estadual ou da Capital. Por isso o nome de Galvão na editoria do Jornal, com o aval de Ricardo Coutinho.

Roberto apostará tudo em 2010, não importando de que lado e qual caminho tenham que percorrer para se manter na imunidade do senado.

E como quem diz popularmente: “Não tirem onda que pro lado que eu pender o estrago poderá ser grande”

Ou seja, ao invés de um, agora o Sistema Correio tem dois reféns: Ricardo e Maranhão.

Na Paraíba de Roberto Cavalcanti, não há poder sem Sistema Correio, nem Sistema Correio sem poder.

Esquina, paranóia delirante!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Não foi o craque da bola, nem o craque do estudo na escola. Foi o crack que é a droga da moda, e as “pedras” baratas e seu efeito avassalador, que podem ser encontrados em qualquer esquina de João Pessoa, que levou meu primo Michel .”Esquina paranóia delirante”.

Jovens condenados, famílias destruídas. O crack é a droga mais perigosa da atualidade, com efeito, avassalador, não nos usuários, mas também em toda sociedade. O crack é o grande responsável pelo aumento de violência nas grandes metrópoles, o maior motivo de assassinatos. Atalho para o cemitério, sua própria desgraça, o crack mata.

Ontem tive o segundo grande choque da minha vida. Michel, meu único primo por parte de pai, morreu vítima do consumo de crack.

Menino bonito, criado na praia de Cabo Branco, partiu aos 27 anos.

Puuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuutz!

Sinto-me impotente sim e com sentimento de culpa, por ter perdido esta outra guerra.

Sempre visitava Michel, e falava olho no olho:

- Meu irmão, você vai morrer!

Ele sempre sorria. Um sorriso distante. Depois da separação entrou de cabeça nessa viagem sem volta. Inteligente, culto, bem informado. Michel foi vítima de si mesmo.

O crack por ser mais barato que a cocaína, seus efeitos também duram menos. Por ser estimulante, ocasiona dependência físico-química imediata e, posteriormente, a morte por sua terrível ação sobre o sistema nervoso central e cardíaco. Por diversas vezes encontrei Michel fumando seu cachimbo na casinha do cachorro. Meses atrás, me deparei com Michel e uma amiga. Uma menina linda, fumando crack na casinha do cachorro. Mesmo ainda garoto, ele ultimamente tinha aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, constantes dilatação das pupilas, suava intensamente, tinha tremores e muita excitação.

Além da dependência química do Crack, Michel costumava consumir junto com o álcool. O que levou a resultados letais.

Michel sempre me falava dos “prazeres físicos e psíquicos” que a droga provocava. Dizia ele que o tal “barato”, chegava rápido com uma pedra de crack, os sintomas da síndrome de abstinência também não demoravam chegar. Em 15 minutos, surgia de novo uma necessidade enorme de inalar a fumaça de outra pedra, caso contrário, inevitavelmente era abatido de um enorme desgaste físico, a prostração e a depressão profunda.

Meu tio Hailton, pai de Michel tava ontem arrasado, narrando o inconformismo de enterrar o filho, mudando a lógica da história.

Lembrarei do Michel que vi nascer em dezembro de 1981, que tinha como música de ninar o sucesso de Lennon [Beatles] Beautiful Boy (Darling Boy).

Close your eyes [Feche os olhos]
Have no fear [Não tenha medo]
The monster's gone [O Monstro se foi]
He's on the run and your daddy's here [Saiu correndo e seu pai esta aqui]

Beautiful, beautiful, beautiful
Beautiful Boy.



Revista Veja - 18 de Fevereiro 2009

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CARTEL : Postos aumentaram gasolina para R$ 2,44 de forma combinada

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009


Em plena luz do dia os preços dos combustíveis foram alterados em igual valor em quase todos os postos na cidade de João Pessoa. Na noite de ontem (19), o Blog do Clilson registrou que a maioria dos postos haviam alterado os valores do preço da gasolina para R 2,44. Em alguns casos, diferenciando-se em frações decimais de centavos para cima ou para baixo.

O coordenador executivo do Procon-JP, Watteau Rodrigues informou com exclusividade, que diante das informações apuradas, decidiu antecipar uma pesquisa de preços que seria feita na próxima semana, para a manha de hoje, 20 de fevereiro.

Watteau Rodrigues informou que constatado esse aumento abusivo, os proprietários responderão na esfera cível e do consumidor. “As sanções vão desde a aplicação de multa, que podem chegar a 3 milhões de Ufirs [uma unidade equivale a R$ 1,0641], até a cassação do alvará de funcionamento previsto em lei”, afirmou Rodrigues.


Segundo Wateau, não existem motivos para este realinhamento unificado. “O barril de petróleo vem caindo e hoje custa 39 dólares. Eles lançaram uma nota nos Jornais dizendo que havia preços predatórios e que isso iria levar a quebradeira dos postos. Isso não é verdade. O que vejo a partir desta nota do Sindipetro, é uma tentativa de organizar e combinar o preço”. Disparou Watteau Rodrigues.

“Detectamos no final desta tarde uma oscilação de preços. Nós não admitimos. Vamos chamar e cobrar do Sindipetro, pois isso é criminoso. O preço do petróleo no mercado internacional aponta para uma queda nas bombas entre 10% a 20% de desconto.”, finalizou o coordenador executivo do Procon-JP, Watteau Rodrigues.

A HISTÓRIA DA CARTELIZAÇÃO E UNIFICAÇÃO DE PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS NA PARAIBA

Em 2006 o Ministério Público Estadual ajuizou Ação Civil pública na 5ª Vara Cível da Capital contra a existência de um cartel no setor de revenda de combustível, objetivando a unificação dos preços dos combustíveis e prática de lucro excessivo. Na época o juiz Onaldo Queiroga julgou procedente em parte a ação para determinar aos revendedores de combustíveis no sentido de se absterem da prática de unificação dos preços dos combustíveis e da aferição do lucro excessivo, sob pena de suspensão das atividades e multa de R$ 200 mil a cada descumprimento.

Na decisão, o magistrado determinou: “Deve o Sindipetro se abster de impor, dirigir, acertar ou encaminhar acordos no sentido de unificação dos preços dos combustíveis, sob pena de aplicação de multa pecuniária de 200 mil reais a cada descumprimento”. O Juiz sentenciou ainda que todos os revendedores de combustíveis se abstivessem de fixar preço único para os combustíveis na Capital, sob pena de suspensão das suas atividades por 15 dias e multa de 5 mil reais por cada descumprimento.

Já no ano de 2007, uma operação da Polícia Federal, envolvendo mais de 200 agentes, prendeu vários empresários do ramo de combustíveis nos estados da Paraíba e Pernambuco.

A operação, que recebeu o nome de 274. Na época um funcionário de um posto no bairro do Bessa chegou a dizer que o dono do posto teria sido forçado a praticar o preço do “cartel”.

Segundo as investigações, o principal acusado de chefiar a quadrilha que supostamente comandaria o cartel de combustíveis na capital paraibana, era o empresário Marcelo Tavares de Mello, diretor presidente do Grupo Tavares de Mello e dono da rede de postos Liberdade. Marcelo foi preso pela PF

Presos ou envolvidos com a operação 274 da Polícia Federal

Marcelo Tavares de Mello – Sócio da Empresa Ello-Puma Distribuidora de Combustíveis S.A. e proprietário da rede de postos Liberdade.
Eliezer Menezes dos Santos – Empresário e Presidente do Conselho de Administração da Ello Puma Distribuidora de Combustíveis SA
Sérgio Tadeu Costa Barbosa – Empresário e Presidente da Aspetro
Wagner Cavalcanti de Arruda – Membro da diretoria da Aspetro
Delfim Jorge Pereira de Oliveira – Empresário, diretor presidente da Ello-Puma Distribuidora de Combustíveis SA
Evandro Tadeu Souto Matias – Empresário, vice-presidente da Aspetro
Sérgio Massilon de Freitas Martins – Diretor comercial da Ello-Puma Distribuidora
Marcos Tavares Costa Carvalho – Empresário, ocupa a vice-presidência Administrativa e Financeira do grupo Tavares de Melo
Carlos Alberto Lacerda Beltrão – Sócio–diretor da Ello-Puma
Marco Antônio Magalhães Dardenne – Diretor do Conselho Fiscal da Aspetro
Sérgio Ivani Exeni Tans – Diretor Administrativo Financeiro da Ello-Puma
Anny Karolina Viana de Souza – Representante legal da Rede Liberdade junto a Aspetro
Iderval da Costa e Silva Filho – Empresário
Bertolomeu de Medeiros Guedes Júnior – Empresário
Nelson de Lira Filho – Empresário
Bueno de Barros Vanderley – Funcionário da MTM Empreendimentos e Participações LTDA.