HOJE É DOMINGO...

domingo, 17 de fevereiro de 2008

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Com a decisão do Presidente da Câmara da capital em restringir os debates em plenário, alguns vereadores não sabem o que fazer daqui pra frente. Na sua opinião, os vereadores devem debater o que?
(1) Olimpíadas Pequim 2008
(02) Campeonato Paraibano de Futebol
(03) Quem vai ganhar o Big Brother 8
(04) Colocar somente nomes de ruas até cansar
(05) Distribuir título de cidadão Pessoense
(06) Outra sugestão

“A Máfia do Lixo” PARTE I

sábado, 16 de fevereiro de 2008

O mundo do lixo, licitações fraudulentas e irregulares, contratos superfaturados ou não executados e troca de favores no jogo político são vícios comuns na prestação terceirizada de serviços de limpeza urbana. Aproximação de empresas com poder público alimenta esse círculo, que estende sua área de abrangência também pela Paraíba.

Repetições de licitações viciadas ou a própria dispensa de licitação, superfaturamento, não-execução de contratos e barganha política, a partir do financiamento de campanhas eleitorais pelas empresas de limpeza urbana, são fatos comuns na prestação de serviços na área de lixo. O argumento da urgência ambiental derruba licitações. O lobby e a permissividade com o poder público resultam em concorrências dirigidas, vencidas por quem está na área há mais tempo.

A dificuldade de provar a coleta, a varrição e os preços cobrados (o peso do lixo aumenta 40% com as chuvas, por exemplo), associada às dotações orçamentárias milionárias, favorece o superfaturamento dos contratos. Esses mesmos contratos deixam de ser executados em conformidade com os pagamentos efetuados por causa da fiscalização ineficaz.

Ao mesmo tempo, as empresas sabem como ganhar vantagem no jogo político, atacando numa das principais frentes: as campanhas eleitorais. Nas eleições de 2002 e 2004, quatro das maiores empresas que atuam no País irrigaram R$ 9,75 milhões nas campanhas de diversos partidos. E isso com base apenas na declaração oficial feita ao Tribunal Superior Eleitoral.

Vale a pena ler o livro “Al Kartell” do Ênio Noronha ou visitar o portal do www.mafiadolixo.com.br que por ironia do destino cita a cidade de João Pessoa como rota desta ação mafiosa imunda.

Clilson Júnior
( pode copiar, reproduzir desde que cite a fonte - http://manchetepb.blogspot.com/ )

“Deputados Paraibanos gastaram mais de 202 mil litros de gasolina”

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

"A FARRA COM A VERBA INDENIZATÓRIA"

Nos doze últimos meses da atual legislatura, os 11 deputados federais paraibanos compraram combustível, com dinheiro da Câmara, suficiente para dar 15 voltas ao redor da Terra. Para comprovar, eles apresentaram notas fiscais - no total de R$ 445.355,18 (quatrocentos e quarenta e cinco mil, trezentos e cinqüenta e cinco reais e dezoito centavos) , o que daria para comprar 202 mil 434 litros de gasolina (duzentos e dois mil , quatrocentos e trinta e quatro litros de gasolina ) Essa é apenas uma fatia dos milhões que o Legislativo reembolsou aos deputados paraibanos entre janeiro a dezembro de 2007 a título de verba indenizatória, segundo levantamento feito por mim no portal da transparência da Câmara. “As cifras astronômicas engorda os salários dos deputados federais paraibanos, sem o desgaste de aparecer no holerite do mesmo”, alertou ao BLOG um especialista em contas públicas que atua junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).
Criada em 2001 pelo então presidente da Câmara e hoje governador Aécio Neves (PSDB-MG), justamente para compensar insatisfações salariais, a verba é até hoje de difícil fiscalização. Os dados são obtidos pelo site Transparência no portal da Câmara. Para chegar aos números, basta qualquer cidadão acessar e navegar pelo portal no seguinte endereço www.camara.gov.br.

O podium vergonhoso dos deputados gastões paraibanos é formado por , Wilson Santiago - PMDB (R$ 249.050,02) em primeiro lugar, Armando Abílio - PTB (R$ 234.000,00) em segundo e Manoel Júnior - PSB (R$ 232.925,10) na terceira colcocação dos que gastam mais, pois declararam esses valores mediante apresentação de notas fiscais - obrigatória para ter o reembolso da Câmara - nos últimos doze meses de mandato, em usos diversos. (Janeiro/07 à Janeiro/08).

Pelas regras em vigor, cada parlamentar pode gastar até R$ 180 mil por ano, mas o reembolso máximo é de R$ 15 mil mensais. Quem ultrapassa a cota em um mês recebe o valor excedente no mês seguinte.

"A DENÚNCIA"

A Câmara dos Deputados só limita o gasto com combustíveis - R$ 4,5 mil mensais – por deputado, medida tomada após a suspeita de que ocorria uso de notas frias e gastos superfaturados, levantada pelo TCU. A prática, porém, mostra que o teto mensal de gastos virou piso. Os Deputados paraibanos engordaram os gastos de janeiro de 2007 a janeiro de 2008 para usar a cota total de R$ 15 mil reais como verba indenizatória, até mesmo em meses com janeiro e fevereiro, mesmo ausente da Casa, sem falar no salário de R$ 12.847,20.

Na matemática da prestação de contas, vale tudo para não perder um só centavo do teto reservado à compra de combustíveis. Nas declarações dos paraibanos são comuns valores quebrados, como estas contas: 971,41+3.528,59, 130,93+4.369,07 ou ainda 3.069,74+1.430,26. No final, porém, a conta dá quase sempre o mesmo resultado, R$ 4,5 mil.

"COMO DIRIA JOTA JR, ENDOIDEÇA NÃO"

Quando os Deputados da Paraíba declaram ter esgotado toda a cota de combustíveis entre janeiro de 2007 a janeiro de 2008 - R$ 4,5 mil mensais cada um- precisariam de muito mais tempo para esvaziar o tanque. Se esse valor fosse usado para comprar gasolina, de acordo com o preço médio da Agência Nacional do Petróleo (ANP), seria possível ir do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS) e voltar 300 vezes. Depois de conhecer os extremos do País, ainda sobraria combustível para dirigir por 500 vezes, ida e volta, de Brasília a Angra dos Reis (RJ).

"FAZ DE CONTA"

'É impossível fiscalizar todas as notas', diz procurador do TCU. Para Lucas Furtado, o sistema é ‘faz-de-conta’ e serve apenas para engordar salários sem desgaste público. Os números apenas sugerem, mas o procurador-geral vai direto ao ponto: a verba indenizatória é um salário extra de R$ 15 mil, acrescido ao contracheque de R$ 12.847,20 do deputado. Furtado garante que não há nem haverá fiscalização das notas fiscais, porque seria impossível. “Isso é faz-de-conta. É uma sistemática para dar um aumento de salário que eles não têm como justificar”, critica. “E mais, nesse valor não incide Imposto de Renda nem contribuição previdenciária, porque tem natureza indenizatória.”
Indagado por que o TCU não investiga a fundo esses gastos, Furtado explica: “Não há como fazer uma auditoria em tudo. Um deputado junta, só de combustível, dezenas de notas. Ainda que fosse por amostragem, seria impensável.” E insiste: “Essa sistemática não tem como ser fiscalizada.”

Do ponto de vista formal, como tem previsão orçamentária, a verba indenizatória está dentro da lei, garante o procurador-geral do TCU. A única irregularidade é quando o recurso é usado para promoção pessoal - prática vedada pela Constituição.

“De resto, podemos achar ruim, mas não é ilegal”, lamenta. Recentemente, Furtado encaminhou representação ao tribunal contra um deputado que usou a verba indenizatória para se promover na primeira página de um jornal de seu Estado.

"ONZE GASTÕES E UM SEGREDO"

Agora você entende o motivo de usar o nome do Filme para diagramar a matéria. É que Investiguei através do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados todos os 12 deputados paraibanos: ARMANDO ABÍLIO (PTB /PB), DAMIÃO FELICIANO (PDT /PB), EFRAIM FILHO (DEM /PB), LUIZ COUTO (PT /PB), MANOEL JUNIOR (PSB /PB), MARCONDES GADELHA (PSB /PB), RONALDO CUNHA LIMA (PSDB /PB), VITAL DO RÊGO FILHO (PMDB /PB), WALTER BRITO NETO (PRB /PB) , WELLINGTON ROBERTO (PR /PB), WILSON BRAGA (PMDB /PB), WILSON SANTIAGO (PMDB /PB) e o único que jamais usou a verba indenizatória mensal no valor de R$ 15 mil reais, foi o DEP .RÔMULO GOUVEIA (PSDB /PB). O deputado campinense jamais gastou um único centavo da verba indenizatória durante seu mandado parlamentar iniciado em janeiro de 2007, uma raridade entre os deputados de todo Brasil. Antes tarde do que nunca, podemos comemorar!

Clilson Júnior
( pode copiar, reproduzir desde que cite a fonte - http://manchetepb.blogspot.com/ )

Reabertura dos Trabalhos na Câmara de JP

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Seria cômico se não fosse trágico. Hoje dia 14 de fevereiro de 2008 na abertura dos trabalhos na Câmara Municipal essa foto já diz tudo. O Vereador Benilton Lucena às 10:42, em plena sessão fazia um discurso de 14 minutos e 3 segundos para uma platéia quase ausente (Anibal, Luciano Cartaxo e Potengí que acabara de chegar). Agora observe que o Painel registra a presença de 15 vereadores. Com a palavra você, cidadão Pessoensse! Onde estão os vereadores? Você responde ! Lei do Silêncio ? Lei da Mordaça? (Click na foto para ampliar)