Revista Veja - 18 de Fevereiro 2009
domingo, 22 de fevereiro de 2009
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Clilson Júnior
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CARTEL : Postos aumentaram gasolina para R$ 2,44 de forma combinada
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
O coordenador executivo do Procon-JP, Watteau Rodrigues informou com exclusividade, que diante das informações apuradas, decidiu antecipar uma pesquisa de preços que seria feita na próxima semana, para a manha de hoje, 20 de fevereiro.
Watteau Rodrigues informou que constatado esse aumento abusivo, os proprietários responderão na esfera cível e do consumidor. “As sanções vão desde a aplicação de multa, que podem chegar a 3 milhões de Ufirs [uma unidade equivale a R$ 1,0641], até a cassação do alvará de funcionamento previsto em lei”, afirmou Rodrigues.
Segundo Wateau, não existem motivos para este realinhamento unificado. “O barril de petróleo vem caindo e hoje custa 39 dólares. Eles lançaram uma nota nos Jornais dizendo que havia preços predatórios e que isso iria levar a quebradeira dos postos. Isso não é verdade. O que vejo a partir desta nota do Sindipetro, é uma tentativa de organizar e combinar o preço”. Disparou Watteau Rodrigues.
“Detectamos no final desta tarde uma oscilação de preços. Nós não admitimos. Vamos chamar e cobrar do Sindipetro, pois isso é criminoso. O preço do petróleo no mercado internacional aponta para uma queda nas bombas entre 10% a 20% de desconto.”, finalizou o coordenador executivo do Procon-JP, Watteau Rodrigues.
A HISTÓRIA DA CARTELIZAÇÃO E UNIFICAÇÃO DE PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS NA PARAIBA
Em 2006 o Ministério Público Estadual ajuizou Ação Civil pública na 5ª Vara Cível da Capital contra a existência de um cartel no setor de revenda de combustível, objetivando a unificação dos preços dos combustíveis e prática de lucro excessivo. Na época o juiz Onaldo Queiroga julgou procedente em parte a ação para determinar aos revendedores de combustíveis no sentido de se absterem da prática de unificação dos preços dos combustíveis e da aferição do lucro excessivo, sob pena de suspensão das atividades e multa de R$ 200 mil a cada descumprimento.Na decisão, o magistrado determinou: “Deve o Sindipetro se abster de impor, dirigir, acertar ou encaminhar acordos no sentido de unificação dos preços dos combustíveis, sob pena de aplicação de multa pecuniária de 200 mil reais a cada descumprimento”. O Juiz sentenciou ainda que todos os revendedores de combustíveis se abstivessem de fixar preço único para os combustíveis na Capital, sob pena de suspensão das suas atividades por 15 dias e multa de 5 mil reais por cada descumprimento.
Já no ano de 2007, uma operação da Polícia Federal, envolvendo mais de 200 agentes, prendeu vários empresários do ramo de combustíveis nos estados da Paraíba e Pernambuco.
A operação, que recebeu o nome de 274. Na época um funcionário de um posto no bairro do Bessa chegou a dizer que o dono do posto teria sido forçado a praticar o preço do “cartel”.
Segundo as investigações, o principal acusado de chefiar a quadrilha que supostamente comandaria o cartel de combustíveis na capital paraibana, era o empresário Marcelo Tavares de Mello, diretor presidente do Grupo Tavares de Mello e dono da rede de postos Liberdade. Marcelo foi preso pela PF
Presos ou envolvidos com a operação 274 da Polícia Federal
Marcelo Tavares de Mello – Sócio da Empresa Ello-Puma Distribuidora de Combustíveis S.A. e proprietário da rede de postos Liberdade.
Eliezer Menezes dos Santos – Empresário e Presidente do Conselho de Administração da Ello Puma Distribuidora de Combustíveis SA
Sérgio Tadeu Costa Barbosa – Empresário e Presidente da Aspetro
Wagner Cavalcanti de Arruda – Membro da diretoria da Aspetro
Delfim Jorge Pereira de Oliveira – Empresário, diretor presidente da Ello-Puma Distribuidora de Combustíveis SA
Evandro Tadeu Souto Matias – Empresário, vice-presidente da Aspetro
Sérgio Massilon de Freitas Martins – Diretor comercial da Ello-Puma Distribuidora
Marcos Tavares Costa Carvalho – Empresário, ocupa a vice-presidência Administrativa e Financeira do grupo Tavares de Melo
Carlos Alberto Lacerda Beltrão – Sócio–diretor da Ello-Puma
Marco Antônio Magalhães Dardenne – Diretor do Conselho Fiscal da Aspetro
Sérgio Ivani Exeni Tans – Diretor Administrativo Financeiro da Ello-Puma
Anny Karolina Viana de Souza – Representante legal da Rede Liberdade junto a Aspetro
Iderval da Costa e Silva Filho – Empresário
Bertolomeu de Medeiros Guedes Júnior – Empresário
Nelson de Lira Filho – Empresário
Bueno de Barros Vanderley – Funcionário da MTM Empreendimentos e Participações LTDA.
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Clilson Júnior
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06:45:00
Síndrome da Escola de Base - Caso Walter Brandão
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Em 1994, as paulistas Lúcia e Cléa Parente, duas mães de alunos prestaram queixa que seus filhos de quatro e cinco anos estavam sendo molestados sexualmente na Escola de Base. O delegado-desgraçado Edélcio Lemos transformou a denúncia como fato provado. Neste caso da Escola de Base a mídia “espetacularizou” a denúncia, e depois assumiu as acusações como verdade provada e fechou os olhos para os acusados. A suposta denúncia das mães se transformormou em notícia de primeira página, em jornais e revistas. Dava um frio na barriga ao descobrir a suspeita de pornografia com crianças. Mas era só notícia. O Filme ainda está gravado na minha memória.No final do inquérito os acusados foram declarados inocentes, mas as manchetes condenaram antes:
“Perua escolar carregava crianças para orgia”, Folha da Tarde.
“Kombi era motel na escolinha do sexo” Notícias Populares.
“Escola de horrores” decretou a revista Veja.
Por alguns minutos, passou novamente o filme, que me transformou em doente terminal da chamada “Síndrome da Escola de Base”. Quando o assunto é acusar alguém diante da inexistência de provas concretas, não me chame não viu. Com provas eu entro sem medo até contra o Barack Obama.
Imagine você diante da seguinte gravação, onde dois interlocutores conversam sobre alguns crimes que eu cometi:
Marcelo Xiranha
- E aê muleque, tu ta sabendo da boa?
General Batata
- Claro que sim, o Clilsão arrombou a loja de Jóia sábado e está cheio de muamba!
Marcelo Xiranha
- Clilsão é maluco doido. Ele ta vendendo muito pó, na boa. Foi ele que assaltou a agência da Caixa em setembro lembra? Levou 15 milhões e está investindo em imóveis no litoral norte de Sampa!
General Batata
- Puuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuutz! Esse Clilson é maluco cara.
Amigo, convenhamos, no dia seguinte serei o traficante e assaltante de banco mais perigoso de toda Paraíba.
Ainda não podemos avaliar com segurança essa historia do delegado Walter Brandão. O que estaria por trás disso? O que realmente aconteceu? Esse delegado não é qualquer coisa, trata-se de uma figura respeitável e merece nossa confiança,pelo menos a minha. Ele desenvolve um trabalho importante na polícia. Ele tem historia. Todo cuidado é pouco neste momento. Lembrai-vos da Escola de Base
Tudo isso tem me ajudado a errar menos.
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Clilson Júnior
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08:04:00
A merenda escolar e a saída honrosa
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Em dezembro enviei correspondência eletrônica ao prefeito Ricardo Coutinho. Como nunca obtive resposta, resolvi publicar naquele dia, aqui no Blog do Clilson. No dia seguinte, foi feita a licitação. Não poderia ou talvez não devesse, mas foi feita. Estranhamente 30 dias após cancelamento do primeiro pregão 048/2008 realizado em novembro.Aqui quando se faz uma denúncia, visando contribuir, é visto como adversário. Acredito que esse tipo de comportamento não colabora com a democracia. Desde o primeiro governo, estão utilizando o slogan 'Deixa o Mago trabalhar'. Nós deixamos. Trabalhe Mago! Quem está empatando?
Sou contra o pregão e a terceirização da merenda por três motivos:
1º) O Empreender-JP. Claro que é um projeto grandioso. Eis a contradição. O fato é que quatrocentas micro-empresas fornecem merenda para as escolas municipais no modelo de descentralização da merenda. Esses dados são da PMJP. E descentralizar a merenda foi promessa de campanha. Promessa de Ricardo.
2º) A SP Alimentação, empresa que papou o pregão, dispensa comentários.
3º) 1.170 trabalhadores da rede municipal de ensino, que ocupam funções de merendeiras e auxiliares de merenda e de serviço.
Jamais questionei a honestidade e lisura do “prefeito” neste imbróglio todo. Sempre fui firme em pedir o cancelamento para uma investigação transparente.As evidências apontam para um erro. Fiquei chocado ao ler a declaração do vereador Aristávora Santos, que por alguma ironia do destino hoje é líder do prefeito na CMJP. Outro equívoco. [Tavinho sempre teve a cara de Cícero. Sempre foi a segunda pele de Cícero. Foi secretário do Cícero, vice-líder de Cícero. Unha e carne do coletivo do caboclo].
Porque precipitado? Líderes buscam soluções e enfrentam problema político/administrativo sem jamais querer colocar a sujeira debaixo do tapete. A SP nem precisou contratar um advogado. Tavinho tratou de defender a empresa paulista. Como esse líder vem de outra escola, tratou de desqualificar os indícios.
A SP teve problemas em mais de 20 municípios. A cidade de São Paulo foi denunciada agora. Maceió teve problemas com a SP antes de 2007. A terceirização da merenda fede em Canoas, Sapucaia do Sul, Ourinhos, Barueri, Cotia, Guararema, Hortolândia, Itapevi, Itaquaquecetuba, Itatiba, Leme, Mauá, Osasco, Taubaté e agora em João Pessoa.
Eu poderia dizer a mesma coisa que uma amiga que acabara de enviuvar falou no velório : - Antes tarde do que nunca!
Para quem estiver esperando alguma crítica ao prefeito, caso ele tome tal atitude, pode tirar o cavalinho da chuva. Darei parabéns mesmo.
Continuarei vigilante. Às vezes acertando, às vezes errando.
O que dói é ver vereadores [ todos sem exceção ] quem não tem coragem de exercer um mandato popular dado, comprado ou franqueado pelo povo.
Vereador só serve para fiscalizar. Quem não fiscaliza, não vale uma moeda furada.
Antecipadamente, parabéns Ricardo Coutinho.
Espero ler essa notícia até esta quarta-feira de fogo.
“Prefeito suspende licitação da merenda e determina investigação urgente”e-mails para coluna no clilsonjr@gmail..com
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Ricardo Coutinho,
SP Alimentação
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Clilson Júnior
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04:35:00


